Recomendações para intensivistas - AMIB divulga diretrizes sobre ortotanásia
Acaba de ser divulgada a sentença favorável ao Conselho Federal de Medicina em relação à Resolução nº 1805/2006, que regulamenta a ortotanásia, situação em que o médico, deparando-se com caso de paciente terminal, deixa de adotar procedimentos terapêuticos extraordinários, que não redundarão em cura, podendo limitar-se a minimizar o sofrimento do paciente, com o necessário consentimento deste ou de representante legal (familiares).
“Lidar com pacientes críticos terminais é uma realidade no dia a dia da UTIs, por isso os intensivistas têm que reconhecer o momento certo de suspender esforços terapêuticos e aliviar o sofrimento do paciente”, diz o médico Ederlon Rezende, presidente da AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.
Pesquisa realizada pela AMIB sob a orientação de Rachel Moritz, presidente do Comitê de Terminalidade da AMIB, revelou que 90% dos médicos entrevistados já realizaram a ortotanásia. No entanto, o presidente da AMIB lembra que, embora o assunto não seja novidade para os profissionais de UTI, apenas 4 mil dos 20 mil médicos são especialistas em Medicina Intensiva.
Com base nos resultados revelados nessa pesquisa, a AMIB acaba de publicar Diretrizes para orientar o intensivista a respeito da ortotanásia. “A pesquisa nos mostrou que os médicos aceitam a ideia de não administrarem tratamentos que não surtiram efeito em pacientes terminais, mas revela que ainda têm receios em suspender os que já estão em andamento, por isso é fundamental a comunicação entre a equipe, pacientes e familiares”, reforça Dra. Rachel.
“O sentido é de cuidar da morte como se cuida da vida. Assim como saber que o fim de ser um momento de entrega, de solidariedade, de estar junto e não de luta ou embate”, explica a enfermeira Nára Selaimen Gaertner de Azeredo, coordenadora de Enfermagem da UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, que participou da copilação das diretrizes.
Segundo a enfermeira, estas diretrizes passam a ser um norteador da equipe quando se aproxima o fim da vida. “É primordial que a qualidade de vida das famílias dos pacientes no fim da vida seja respeitada e acolhida. Estas diretrizes são pautadas na comunicação entre os profissionais, entre a família e, quando possível, com o próprio paciente”.
A pesquisa e as recomendações podem ser acessadas aqui
Fonte: Portal da Enfermagem | AMIB





Postar um comentário